Brasão da FCB

FCB - ATIVIDADES EM 2017

Atividade Institucional

A atividade institucional da Fundação continuou a caraterizar-se por uma constante colaboração com o Ministério da Cultura e com diversas entidades sob a sua superintendência, sendo de assinalar a assinatura de uma Adenda ao Brasão da Casa de Bragança protocolo celebrado com a Direção-Geral do Património Cultural, redefinindo, para três anos, o período de permanência do Landau de D. Carlos I, em alternância, na Coleção de Carruagens de Vila Viçosa e no Museu Nacional dos Coches, reduzindo, assim, os riscos de danificação deste ícone histórico do regicídio, bem como os inerentes custos, devidos à sua transferência de um local para o outro.

Merece também realce o relacionamento com entidades universitárias, a que adiante se fará referência mais detalhada, de que se destaca:

- a celebração de um Protocolo com o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, visando a preparação de um catálogo revisto e atualizado do Arquivo Musical;

- a parceria com o Departamento de Arqueologia/CHAIA e o Laboratório Hércules da Universidade de Évora, com vista à realização de um Workshop de Arqueologia;

- a colaboração dos alunos do curso de Arquitetura do Instituto Superior Técnico no redesenho urbanístico de Vila Viçosa, com especial enfoque no Palácio Ducal e Ilha;

- a renovação do protocolo celebrado com o Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves e Centro de Estudos Florestais, do Instituto Superior de Agronomia, visando dar continuidade aos trabalhos de investigação em curso relacionados com a influência dos cervídeos no montado de sobro, na Tapada Real de Vila Viçosa.

É de registar, igualmente, a colaboração com algumas Autarquias, entre as quais:

- Vila Viçosa, nomeadamente através do apoio institucional na organização das “Olimpíadas do Património Dr. João Gonçalo do Amaral Cabral” e da disponibilização das informações solicitadas no âmbito da candidatura a Património Mundial da Unesco;

- Ourém, dando continuidade ao projeto de conservação e restauração do Castelo e do Paço dos Condes de Ourém, sendo de registar, com muito apreço, a atribuição da medalha de ouro do Município de Ourém ao membro da Junta da Casa de Bragança, Senhor Professor Doutor Engenheiro João de Azevedo, pelos relevantes serviços prestados, em representação da Fundação, no âmbito daquele projeto;

- Alter do Chão, em cujo Castelo se encontra patente, embora em versão reduzida, a exposição dedicada à Rainha D. Amélia “Tirée par… A Rainha D. Amélia e a Fotografia”.

No âmbito da política de colaboração e cedência de obras com outras instituições, destacam-se as relacionadas com o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Militar e o Museu da Presidência da República, para além da Câmara Municipal de Évora.

Assinale-se também a participação da Fundação em reunião organizada na Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da preparação do Ano Europeu do Património Cultural 2018, em que estiveram presentes a Secretária Geral da Europa Nostra e representantes das principais fundações e museus Portugueses.

Atividade Cultural

No ano de 2017, a atividade da Fundação no plano cultural decorreu em execução da orientação programática definida, procurando conciliar uma ponderada gestão de recursos com as exigências de conservação e valorização do património e do acervo e, bem assim, com as funções de interpretação e exposição, estudo e investigação, incorporação, inventário e documentação, comunicação e educação. Azamor

Uma breve nota para assinalar o impacto positivo resultante da alteração das condições de ingresso, designadamente a diminuição para 50% do ingresso para estudantes. Esta fórmula também beneficia os estudantes universitários, promovendo o acesso ao património e aliciando um segmento de público que tem habitualmente dificuldade em assumir custos. Acreditamos que o incremento e consolidação desta opção contribuirá para a criação e fidelização de novos públicos.

De realçar que, em 2017, aumentaram todos os números indicadores de frequência e utilização da biblioteca e arquivos, nomeadamente os que respeitam ao afluxo de utilizadores. Estes números refletem a maior visibilidade e interesse por parte da comunidade académica e, simultaneamente, a variedade de projetos em que o Museu-Biblioteca se encontra envolvido.

No Castelo regista-se a manutenção do interesse de diferentes públicos. A comunidade arqueológica tem vindo a conhecer a coleção e a reconhecer a importância nacional do acervo, resultado do esforço de divulgação feito nos últimos anos, com exposições e publicações académicas. Este reconhecimento sedimentou-se com a realização do 1º Workshop de Arqueologia.

De um modo geral, a oferta expositiva, de atividades e eventos em torno das coleções, fundos bibliográficos e arquivísticos, tem procurado atrair novos públicos, designadamente o académico.

A atividade museológica incidiu nos espaços abertos ao público, designadamente através das duas exposições temporárias apresentadas, e na aposta na conservação e no estudo de coleções e espaços.

Na produção de conteúdos  - exposições, estudos, apresentações -  destacam-se os seguintes:

- dando continuidade ao assinalar dos 150 anos do nascimento da Rainha, cumpridos em 2016, a exposição dedicada à Rainha Dona Amélia, “Tirée par… A Rainha D. Amélia e a Fotografia”, foi apresentada no Centro Português de Fotografia, no Porto, entre 21 de janeiro e 21 de Maio; esta mesma mostra está agora patente, em versão reduzida, no Castelo de Alter do Chão; a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar manifestou também interesse em apresentar parcialmente esta exposição, estando em curso os trabalhos preparatórios; esta primeira apresentação pública do Arquivo Fotográfico do MBCB, após o início dos trabalhos de inventário, acondicionamento e estudo, tem conhecido assinalável sucesso;

- a 30 de junho, inaugurou-se na Caserna do Castelo de Vila Viçosa uma pequena mostra dedicada à Capela de Nossa Senhora dos Remédios de Vila Viçosa; a entrega à Fundação de boa parte do recheio desta capela à data da destruição provocada pelas obras de 1940 tornou possível apresentar o retábulo de talha dourada e parte dos painéis de azulejos setecentistas restaurados para a ocasião;

- também a 30 de junho, no Paço Ducal de Vila Viçosa, abriu ao público uma sala dedicada a Dona Luísa de Gusmão, onde estão expostas três pinturas adquiridas pela Fundação: um pequeno Retrato duplo de Dona Luísa de Gusmão e os Retratos de D. Jorge Alvares e Dona Gratia de Gois;

- a 3 de novembro, inaugurou-se, no Paço Ducal de Vila Viçosa, a exposição “A Educação dos Príncipes nas Coleções do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança”, inaugurada pelo Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa; esta mostra resulta de investigação interna, sobretudo da equipa da Biblioteca, pretendendo dar continuidade ao projeto iniciado com a exposição “Trono e Família nas Coleções do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança”.

Os contactos desenvolvidos com académicos têm propiciado a organização de atividades conjuntas com instituições universitárias, de que se realçam algumas iniciativas com maior expressão:

- a 6 de abril, realizou-se no Castelo de Vila Viçosa um Workshop de Arqueologia: “Arqueologia 3.0 - Da escavação ao 3D. Gestão, Inovação e Divulgação em Arqueologia”, em colaboração com a Universidade de Évora (Departamento de Arqueologia/CHAIA e Laboratório Hércules), onde teve lugar o segundo dia de trabalhos, a 7 de abril, e que contou com um painel de comunicações, incluindo as de especialistas internacionais, saldando-se por um sucesso reconhecido no meio académico e profissional;

- a 8 de julho, alunos de licenciatura do Doutor Pedro Flor, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, apresentaram alguns trabalhos produzidos sobre peças do acervo do Museu-Biblioteca, no âmbito da disciplina de História da Arte, sob a designação de “1ª Jornada de História da Arte”;

- a 20 e 21 de novembro, dois dos centros de estudos da Universidade de Évora, o CIDEHUS e o CHAIA, em colaboração com o MBCB, promoveram uma viagem de estudo a Vila Viçosa para os alunos do 2º ano da licenciatura em História e Património/Arqueologia, tendo visitado os espaços monumentais e realizado uma oficina prática sobre os fundos arquivísticos;

- ainda dentro desta lógica de colaboração académica, alunos do curso de Arquitetura do Instituto Superior Técnico realizaram trabalhos inspirados na realidade do Paço Ducal de Vila Viçosa, que já estiveram expostos em espaços do Instituto Superior Técnico e deverão também ser apresentados no Museu-Biblioteca.

Repetindo um trabalho iniciado em 2016, alargado a todas as turmas de 10º ano do Ensino Secundário do Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa, foram efetuadas oficinas práticas sobre formação de utilizadores de bibliotecas. Estas visitas e oficinas inserem-se numa aposta de captação de visitas de alunos para dar a conhecer os espaços, fundos e coleções da Fundação, mas, igualmente, fomentar o interesse por estudos e trabalhos sobre temáticas relacionadas com a Casa de Bragança, em particular, e as instituições de memória, em geral.

No ano de 2017, a Fundação manteve, no essencial, o seu programa de publicações, que foram, por sua vez, objeto de apresentações e comunicações em diferentes espaços. Assim:

- a 25 de fevereiro, no Paço Ducal de Vila Viçosa, publicação e apresentação do volume 4 da coleção Livros de Muitas Cousas, “A Sua Magestade a Rainha D. Amélia de Portugal. Um raro acervo musical”, de autoria de Rui de Castilho de Luna; esta obra, complementada por um CD, foi também apresentada na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, a 13 de março, na Biblioteca da Rainha Dona Amélia no Palácio das Necessidades, a 11 de abril, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, a 20 de abril, no Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais, a 22 de abril e no Museu Nacional da Música, em Lisboa, a 28 de abril;

- a 5 de maio, foi apresentado, no Convento dos Agostinhos, pelo Reitor Pe Ricardo Cardoso, o volume 3 da coleção Livros de Muitas Cousas, “O Convento dos Agostinhos de Vila Viçosa, panteão dos duques de Bragança”, da autoria de Miguel Soromenho;

- a 18 de maio, assinalando o Dia dos Museus, a arquivista Marta Páscoa apresentou, no Jardim da Duquesa, a conferência “A morte da Duquesa Dona Leonor”;

- a 22 de junho, no Palácio Nacional de Mafra, a Diretora do Museu-Biblioteca apresentou a comunicação “Paço Ducal, Paço Real, Museu-Biblioteca: a casa da Casa de Bragança ao longo dos séculos”, no âmbito da conferência “O Poder e o espaço / Espaços de Poder”, a propósito das comemorações do terceiro centenário da colocação da Primeira Pedra da Basílica do Palácio Nacional de Mafra;

- a 30 de junho, no Paço Ducal de Vila Viçosa, foi apresentado o volume 5 da coleção Livros de Muitas Cousas, “Museu-Biblioteca da Casa de Bragança: de Paço a Museu”, da autoria de Maria de Jesus Monge;

- a 3 de novembro, foi a apresentação, no Paço Ducal de Vila Viçosa, da obra “Manuscritos de Florbela Espanca”, pela Professora Maria Lúcia Dal Farra, da Universidade de Sergipe (Brasil), e pela Professora Doutora Ana Luísa Vilela, da Universidade de Évora, sendo de destacar a presença de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que nos honrou com a sua participação;

- a 2 de dezembro, em Arcos de Valdevez, a arquivista Marta Páscoa participou no 5.º congresso sobre a “Casa Nobre”, que decorreu entre 30 de novembro e 2 de dezembro, com uma apresentação sobre o “Arquivo pessoal da Família Real”, dentro da temática dos Arquivos Familiares.

A temporada de concertos e recitais contou com os habituais oito concertos, realizados na Capela do Paço Ducal, com reportório erudito e utilizando os instrumentos musicais da época. Esta foi a décima oitava temporada anual e a afluência registada, bem como o interesse e reconhecimento obtidos, permitem considerar, como uma decisão compensadora, esta aposta continuada na qualidade de reportório e na excelência dos intérpretes.

A justificar destaque o concerto, no dia 15 de julho, na Igreja dos Agostinhos, pela Orquestra Gulbenkian, a “Petite Messe Solennelle”, de Rossini, dirigida pelo Maestro Michel Corboz, com o pianista Adriano Jordão, o Coro Gubenkian e os solistas Ana Quintans, Carolina Figueiredo, Marco Alves dos Santos, Manuel Rebelo e João Barradas.

Ainda no que concerne a atividades desenvolvidas em colaboração com outras entidades, para além das já anteriormente referidas, individualizam-se as seguintes:

- protocolo celebrado com o Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa para a preparação de um catálogo revisto e atualizado do Arquivo Musical; este trabalho tem por objetivo a revisão da catalogação, introdução em base de dados, digitalização e publicação, com o apoio de investigadores e especialistas da área do importante fundo documental; a calendarização acordada prevê a conclusão do projeto em 2021;

- visitas aos vários espaços e coleções da Fundação, incluindo algumas sessões direcionadas para a Biblioteca, com o Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa:

- a 17 de maio, por ocasião do “Dia dos Museus” e porque os alunos da Infantil não participam da Semana dos Castelos, foi proporcionada uma jornada no Castelo com uma peça de teatro de marionetas “A História da Carochinha”, em que participaram alunos da classe infantil de Vila Viçosa, S. Romão, Pardais e Bencatel;

- a iniciativa “Um Dia no Castelo de Vila Viçosa”, de 11 a 13 de outubro, abrangendo cerca de 600 alunos dos vários ciclos (com exceção da infantil), procurando-se trazer os alunos a um espaço monumental, que faz parte da paisagem quotidiana mas que muitos não conheciam, contribuir para o desenvolvimento da consciência patrimonial e, dentro dos objetivos pedagógicos previstos nos respetivos currículos, proporcionar o acesso a experiências lúdicas e de aprendizagem fora do contexto de sala de aula; a experiência de teatro continua a ser um dos pontos altos deste programa, em 2017 proporcionado pelos Meninos da Graça, que apresentaram “Lendas da História de Portugal”;

- os alunos do 3º ciclo e Secundário tiveram, tal como em 2016, uma conferência proferida pelo Tenente-Coronel Nuno Lemos Pires, da Academia Militar, desta feita sobre “Portugal: das campanhas da Restauração aos desafios do futuro”; esta atividade teve de novo muito bom acolhimento pelos alunos, que se sentiram desafiados a compreender a ligação entre a evolução histórica e o mundo em que vivem; para além das visitas aos espaços museológicos, na mesma ocasião foi apresentada, na sala habitualmente dedicada a mostras temporárias, uma exposição sobre a “Guerra da Restauração”; os alunos foram ainda desafiados a participar num Concurso de Fotografia, cujos resultados sairão durante o ano letivo em curso.

No que respeita ao serviço de produção de imagens para fins de estudo, documentação e publicação, foram realizadas várias produções de fotografias, digitalizações ou cópias a partir de microfilme, comprovando a crescente importância deste serviço.

Na área da Biblioteca continuou o esforço de reorganização, reacondicionamento de fundos e atualização de inventários, substancialmente facilitados com a admissão de uma arquivista. Registe-se ainda os numerosos pedidos para estudo e publicação, dos quais realçamos a colaboração com a “Parques de Sintra”, bem como para as várias publicações promovidas pelo Museu-Biblioteca.

A manutenção, conservação e valorização do património móvel e imóvel é assumida como tarefa de primacial importância no âmbito da Fundação, sendo critério, limite e orientação de atividades e projetos, procurando-se sempre assegurar as melhores práticas.

No âmbito da Biblioteca, de registar a aprovação de novo Regulamento de Serviço de Leitura, publicado no “site” da Fundação, e a instalação da central de deteção de incêndio no Arquivo Histórico, acompanhada do respetivo normativo de funcionamento.

No capítulo das incorporações, destaque para as aquisições da obra “Encontro na Porta Dourada”, pintura sobre madeira de Garcia Fernandes, de um “Conjunto de Toucador”, em prata, e de uma Espingarda; foram objeto de doação à Fundação a Ficha Ergonométrica de D. Manuel II, o Obituário do Príncipe D. Luís Filipe, uma carta manuscrita do Rei D. Carlos para a Rainha D. Amélia, Impressos publicados em Portugal e no Brasil para celebração do 3º centenário da morte de Luís Vaz de Camões e uma escultura de Cão Perdigueiro Português. Foram ainda depositadas pelo Senhor Embaixador António Cotrim duas viaturas (uma charrete, e uma sege), que estão patentes ao público na Coleção de Carruagens.

No que respeita à Biblioteca, registam-se neste ano variadíssimas entradas, de que se destacam, nos reservados impressos, a “Orasion Funebre de Monseigneur Jean-Pierre Biord, Évèque et Prince de Génève” e a “História do Futuro”, do Padre António Vieira, e, nos reservados manuscritos, a interessante correspondência da Rainha Dona Amélia para o escultor Delfym Maia e um importante documento seiscentista o “Códice de D. João IV”, entre outras obras que enriqueceram o fundo.

Atividade de Benemerência e Solidariedade Social

No cumprimento dos seus fins estatutários e em coerência com a política levada a efeito em anos anteriores, a Fundação da Casa de Bragança continuou a canalizar para a Santa Casa da Misericórdia de Vila Viçosa, assim como para as Porta dos Nós (Pormenor) Associações de Bombeiros e outras Instituições culturais e de solidariedade sediadas nas áreas geográficas da sua presença, significativas ajudas financeiras, como forma de contribuir para a viabilização da sua meritória ação junto das respetivas comunidades.

À semelhança de anos anteriores, alargou-se o espetro geográfico dos beneficiários destes subsídios, contemplando também instituições de âmbito nacional, como a Caritas, a Cruz Vermelha, o Banco Alimentar Contra a Fome e a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O valor global dos subsídios concedidos atingiu 153,9 milhares de euros, dos quais cerca de 73% para fins assistenciais e 27% para fins culturais.

Em termos geográficos, a maior parcela destinou-se a instituições sedeadas em Vila Viçosa (57,4%), com especial peso da Santa Casa da Misericórdia (33%), seguindo-se o Resto do Alentejo (24,1%), a Sede (12,8%) e Ourém (5,7%).

Atividade Educativa no Setor Agrícola e Silvícola

Dando cumprimento ao desígnio expresso pelo Fundador, a Escola Agrícola D. Carlos I tem continuado a sua ação educativa, nos termos do protocolo assinado com a Associação Técnico-Profissional D. Carlos I.

Escola D. carlos I Em 31 de dezembro de 2017, o número de formandos ascendia a 52, distribuídos por duas turmas de Técnico Vitivinícola (1º e 2º anos) e uma de Técnico de Produção Agropecuária (3º ano).

Em 2017, foram certificados 16 formandos do Curso de Técnico de Produção Agropecuária, no âmbito da Lei de Aprendizagem do Instituto de Emprego e Formação Profissional, e 13 formandos para obtenção do cartão de Aplicador de Produtos Fitofarmacêuticos.

No âmbito do objetivo “Reabilitar e Revitalizar Recursos e Espaços Físicos no interior e no exterior”, previsto no Plano de Atividades para 2017, a Fundação da Casa de Bragança realizou algumas reparações no edifício mais antigo.

Atividade Agrícola e Silvícola

O ano de 2017, na área agro-silvícola pertencente à Fundação da Casa de Bragança, caraterizou-se pela insuficiente pluviosidade, que conduziu a uma situação de “seca severa”.

Sobreiro Se, por um lado, se conseguiu extrair toda a cortiça, cobrar as rendas, vender as pastagens e as cessões de exploração de caça, por outro, houve grande quebra na produção de pinha e assistiu-se à perda de milhares de sobreiros e azinheiras (jovens e adultos), em virtude da seca e de doença, tendo os cervídeos da Tapada Real sido alimentados com recurso a concentrados e fenos comprados no exterior.

Os resultados da extração de cortiça foram os seguintes:


HERDADES AMADIA BOCADOS REFUGO VIRGEM
Vendas Novas 24.973@ 1.301@ 117@ 172@
Portel 11.361@ 800@ 80@ 150@
Lameira 2.281@ 160@ 40@ 67@
TOTAL 38.615@ 2261@ 237@ 389@


Procedeu-se à poda de formação em sobreiros jovens, na Delegação de Vendas Novas (zonas do “Arneiro” e “Faias”), numa extensão de 1.100 hectares, e na área da Delegação de Vila Viçosa, em montados plantados: na Herdade da Casa Velha, Casa do Meio e Monte Santo (50 ha), na Herdade dos Pegos (40 ha) e na Herdade da Casa de Bragança (85 ha).

Com vista à manutenção dos montados em plena produção, efetuaram-se gradagens nas seguintes áreas: Delegação de Vendas Novas (850 ha na zona das Faias, Canafrecheira, Malhada das Vacas e Vale de Arneiro); Delegação de Vila Viçosa (6 ha nas Herdades do Canal, Vale da Lagem, Vale D’Aboim, Tapada Real, Bajolo, dos Pegos e do Gato).

Na Sub-Delegação de Ourém procedeu-se à fresagem no Pinhal do Centro.

A produção de pinha foi das mais afetadas pela “seca severa”, não se antevendo melhorias nos próximos anos. Foi efetuado um corte de pinheiros bravos, numa área de 650 ha, na zona das “Faias”. Continuaram a marcação e o abate de pinheiros afetados pelo Nemátodo, com vista ao combate a esta praga, que tantos prejuízos provoca.

No referente à exploração cinegética, celebrou-se, na Tapada Real, uma montaria aos veados, gamos e javalis, vendida a uma empresa espanhola, tendo sido abatidos, entre os 18 postos vendidos, os seguintes animais: 36 veados, 70 gamos, e 108 javalis, sendo de destacar uma elevada quantidade de medalhas (pontuação C.I.C.) em qualquer das três espécies.

Quanto aos fogos, é de lamentar a ocorrência de um grande incêndio em pinhais de Vendas Novas, tendo ardido 173 ha, apesar dos aceiros e corta-fogos que todos os anos são feitos para combater esta calamidade nacional. A sua causa terá sido fogo posto, pois foi detido o presumível autor dos vários fogos que afetaram a região.