Brasão da FCB

Biblioteca do Paço Ducal


A Biblioteca do Paço Ducal divide-se em dois núcleos específicos: a secção de Reservados e o Fundo Geral. Além disso, possui, também, uma Hemeroteca. Os termos e condições da acesso ao Serviço de Leitura estão fixados em Regulamento.

A secção de Reservados é formada pela Biblioteca de D. Manuel II e por espécies adquiridas pela Fundação, quer para dar continuidade à colecção do Rei, quer para guardar documentos de grande relevo para a nossa História.

Livro de Horas da Infanta D. Isabel
Para ampliar clique na imagem

O Rei começara a recolher, em 1920, monografias e documentação para escrever a história do reinado do Rei seu homónimo do século XVI, procurando trazer nova luz sobre o problema da expulsão dos judeus.

Ao prosseguir esse projecto foi reunindo muitos livros desse século e surgiu-lhe mais tarde a ideia de fazer uma colecção de livros antigos Portugueses (Séculos XV e XVI). Esse propósito tomou uma tal amplitude que culminou numa das melhores colecções de impressos Portugueses do século XVI. Pode dizer-se que este acervo só tem paralelo em número com a Biblioteca Nacional ou a Biblioteca Pública de Évora, mas a qualidade dos exemplares supera todas as outras, pois são estes os procurados para se fazerem as edições em fac-simile.

Em 1929 saíu o primeiro volume do catálogo, em edição blingue Português e Inglês, de "Livros Antigos Portugueses..." seguido pelo volume segundo em 1932. O Rei morre nesse ano e, portanto, o terceiro volume será feito pela sua secretária Miss Margery Witerhs. Os dois primeiros são incomparáveis pela iconografia que apresentam e pelo estudo das obras que o Rei ia adquirindo e investigando. Edição de 1572

A qualidade e a erudição do trabalho de D. Manuel II coloca-o nos primeiros lugares da nossa história do livro, só comparável a Barbosa Machado ou a António Joaquim Anselmo. Para destacarmos alguns exemplares podemos falar de "Vita Christi" 1495, das "Ordenações Manuelinas" de 1514, das obras de Pedro Nunes desde 1537, das obras de Damião de Góis desde 1543, das obras de João de Barros, André de Resende, D. Jerónimo Osório, Frei Heitor Pinto, etc.

Destacamos em particular a Camoniana por ser talvez a mais completa das edições quinhentistas da obra do nosso maior poeta. Sabe-se o carinho que o Rei tinha por esta parte da sua Biblioteca, mas infelizmente não sobreviveu para fazer esse estudo no terceiro volume onde constam essas obras.

As espécies adquiridas pela Fundação que vieram integrar a colecção do Rei são também do melhor quilate: pode falar-se em "Constituições do Bispado do Porto" de 1497, primeiro incunábulo de um impressor Português; "História...do Descobrimento e Conquista da Ìndia", Fernão Lopes de Castanheda; "A Crónica do Condestável" primeira edição de 1526, obra atribuída a Fernão Lopes; várias obras de Frei Luis de Granada e de Frei Heitor Pinto. Foral de Castro Marim (1502)

No entanto, além dos impressos dos séculos XV e XVI, a Fundação adquiriu também manuscritos de altíssimo valor, como o "Livro de Menagens" de D. Manuel I, "O Livro das Sentenças" escrito para D. Sebastião, a Carta de Patrício Romano dada ao Bispo D. José Maria da Fonseca, uma Bíblia em pergaminho do século XIII, um livro de Horas em pergaminho do século XVI e vários forais Manuelinos que foram aparecendo no mercado livreiro. Nesta secção está integrado um núcleo da maior importância adquirido recentemente pela Fundação, que é o Arquivo do Marquês de Soveral.

As espécies conservadas nos Reservados podem ser consultadas na sala de leitura, durante o horário de funcionamento da biblioteca 2ª a 6ª feira das 10h00 às 13h00
e das 15h00 às 18h00
, mediante autorização prévia do Conselho Administrativo.

O Fundo Geral é constituído por mais de 50 000 volumes, com especial incidência nas áreas da História e da História da Arte.

Topo