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Armaria


Após a inauguração em Junho de 1992 de um primeiro núcleo de Armaria no piso térreo do Paço Ducal, abriu em Outubro de 1997 a segunda e última parte, encontrando-se actualmente exposta a quase totalidade das peças das colecções nesta área. Esta mostra é constituída por dois grandes núcleos, ambos instalados no que foi o Vista parcial da Armaria Paço original fundado nos inícios de quinhentos por D. Jaime, quarto duque de Bragança, ainda dentro de uma gramática arquitectónica gótica com manifesta influência moçárabe.

A primeira parte integra o que de melhor havia nas vastas colecções da dinastia de Bragança, fruto de numerosas ofertas e de encomendas que reflectem a importância que a caça e o tiro tinham para a Família Real. Neste primeiro núcleo são de realçar as pistolas e espingarda truchada de FRANZ MAZENKOPF, a espingarda assinada por BARTOLOMEU GOMES (depósito de particular), o protótipo de bacamarte de seis canos rotativos BECKWITH, Londres (c. 1850) a utilizar nas diligências, o revólver disparado pelo Príncipe D. Luis Filipe no dia do Regicídio, e os núcleos constituídos pelas armas exóticas da colecção de D. Fernando II - africanas e asiáticas, pela grande variedade de peças do fabricante parisiense DEVISME, pela significativa colecção de armas de caça utilizadas por este monarca.

A segunda parte, organizada de forma sistemática, evoca o armamento e apetrechos utilizados nas diversas lides bélicas ao longo dos últimos quatrocentos anos, nos mares e em terra, nos torneios ou nas salas de esgrima. Estão igualmente expostos núcleos de armas exóticas, de arreios, material para o fabrico de munições e um breve apontamento sobre a lide tauromáquica, que integra o estoque que o célebre Mazzantini ofereceu a D. Carlos.