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Tesouro


A Cruz de Vila Viçosa, precioso receptáculo de um fragmento do Santo Lenho, é obra executada entre 1656 1673 por Filipe Vallejo, por ordem do Duque D. João II (D. João IV de Portugal), dando assim cumprimento a um voto de seu pai D. Teodósio de Bragança. Vista parcial do Tesouro

Esta peça somente, pelo valor intrínseco e pelo valor histórico e religioso que possue, exigiria da Fundação o arranjo de um espaço condigno e seguro.

A preparação deste núcleo no andar térreo orientou-se por esta necessidade, adoptando uma museografia discreta que permite a leitura dos objectos individualmente e dentro dos conjuntos que se escolheu reunir. A essa peça fundamental vieram juntar-se mais 170, na sua maioria da propriedade de um coleccionador particular.

De entre o espólio do Paço resguardaram-se no Tesouro outras peças de Ourivesaria, nomeadamente a Cruz de D. Catarina de Bragança, a Caravela-Cofre e alfaias de culto; Pintura e Tapeçaria flamengas de Quatrocentos, 2 Tikis Maoris neo-zelandeses; Paramentos em lhama e bordados a ouro; e algumas peças notáveis de cerâmica.

A colecção aqui depositada faculta ao visitante um relance sobre um núcleo de Ourivesaria civil que incide sobre os séculos XVIII e XIX, época áurea dessa arte em Portugal em que ressaltam nomes como João Coelho Sampaio. Incluem-se igualmente peças de Joalharia, Pintura, Cerâmica, Vidros, Escultura -veja-se a Santa Bárbara flamenga ou a colecção de marfins indo-portugueses.


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